O 26 de julho, o assalto ao Moncada e a profética frase “a história me absolverá”

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O 26 de julho, o assalto ao Moncada e a profética frase “a história me absolverá”

Neste 26 de julho, comemora-se em Cuba o Dia da Rebeldia Nacional e os 68 anos do assalto ao quartel Moncada.

Você sabe o que representa o Moncada na história da Revolução Cubana? Saiba também como visitar Santiago de Cuba e o museu histórico.

Entrada do Museu Histórico 26 de Julho no antigo quartel Moncada, em Santiago de Cuba.

Na madrugada de 26 de julho de 1953, às 5h15min um grupo de 175 jovens, sob a liderança de Fidel Castro, realizaram uma ação que visava tomar de assalto os quartéis Guillermón Moncada, na província de Santiago de Cuba e Carlos Manuel de Céspedes, na atual província de Granma.

Na época, o Moncada representava a segunda maior fortaleza militar do país e, segundo Fidel, a ideia era “com as armas do quartel Moncada, seguir para as montanhas e de lá iniciar uma guerra irregular” para libertar o país da ditadura de Fulgencio Batista (1952-1958).

Como parte do plano, o revolucionário Raúl Castro e seu grupo conseguiram tomar o Palácio de Justiça e, da mesma forma, Abel Santamaría com seus companheiros, o hospital civil, ambos localizados nas imediações do Moncada.

No entanto, os demais revolucionários foram surpreendidos por uma patrulha que rondava as imediações do Moncada. Houve intensa troca de tiros e, sem o elemento do ataque surpresa, fracassou o plano de assalto à fortaleza militar.

Integrantes da ação foram capturados, torturados e mortos. Fidel e parte do grupo foram  presos quando tentavam recuar para se refugiar nas montanhas.

Análise de Raúl Castro, participante do assalto ao Moncada, sobre o significado do 26 de julho de 1953.

O assalto ao quartel Carlos Manuel de Céspedes, em Granma, tinha por objetivo apoiar o assalto ao Moncada. O plano era desviar a atenção e o poder de reação da ditadura de Batista, dificultando o envio de reforços para Santiago. Contudo, os revolucionários também foram surpreendidos e não conseguiram tomar o quartel.

Os militantes sobreviventes foram condenados e enviados para o presídio Modelo, na Ilha da Juventude. Em seu julgamento, Fidel assumiu sua própria defesa, denunciando a tirania do regime de Batista e afirmou a profética frase “Condene-me, não importa, a história me absolverá”.

Painel explicativo do Museu Histórico 26 de Julho.

Embora a frustrada tentativa tenha representado uma derrota sob o ponto de vista militar, no campo político a ação deu visibilidade ao movimento. A prisão gerou uma forte onda de protestos populares em toda a ilha, o que obrigou o regime de Batista a decretar a anistia política, libertando os revolucionários em maio de 1955.

Em liberdade, eles trataram de reorganizar a luta política, fundaram o Movimento Revolucionário 26 de Julho (MR-26-7), organizaram a expedição do iate Granma a partir do México e depois a luta armada na Sierra Maestra. Mas esses são outros capítulos da história de Cuba.

Como visitar o museu histórico em Santiago de Cuba?

Santiago de Cuba é uma das cidades imperdíveis de se conhecer em Cuba. Se você gosta de história, não deixe de incluí-la no seu roteiro de viagem. Visitar Santiago requer tempo, pois ela está no oriente da ilha, no lado oposto à capital Havana. Mas vale a visita pelos seus inúmeros atrativos.

Fidel havia prometido que a Revolução transformaria quartéis em escola. Desse modo, o Moncada foi um dos lugares em Cuba ressignificados e transformados em escola, a “Ciudad Escolar 26 de Julio”. Dentro dela, existe um museu especialmente dedicado à história do quartel Moncada.

Se você tiver sorte, poderá desfrutar de uma visita guiada pelos alunos da escola, o que torna o passeio ainda mais interessante.

"Ciudad Escolar 26 de Julio": a Revolução transformou quartéis em escolas.
Em 2005, na nossa primeira visita ao Museu 26 de Julho, os alunos da escola nos receberam e explicaram em detalhes a história do assalto ao Moncada.
Categorias: História

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